Acções
Cidadania Plena
A Associação ComuniDária propõe traçar um verdadeiro diagnóstico do projecto de vida das mulheres imigrantes carenciadas, oriundas de países em vias de desenvolvimento – em especial do Brasil e países africanos. A discriminação desta camada da população está presente no acesso a áreas fundamentais da vida social, como é exemplo o emprego, a saúde e a educação e é precisamente aqui que a organização pretende actuar.
No “Cidadania Plena” para além da ajuda prestada ao nível dos processos burocráticos, a intervenção estende-se ao apoio psicológico, sócio-económico, laboral e educacional. Através de iniciativas de apoio jurídico, terapêutico, formação especializada, entre outras áreas estratégicas, o projecto pretende contribuir para a inclusão efectiva das mulheres na sociedade.

Informática, eu também preciso de aprender!
Curso prático de alfabetização digital em pequenos grupos destinado a adultos e adultas focando-se em pessoas acima dos 50 anos.
Combater a exclusão social e incentivar a integração efectiva entre as pessoas de cá e as de lá, tornou-se a prioridade. Procuramos estes objectivos através da aprendizagem do acesso às redes sociais, fomentando a partilha de conhecimento e a cidadania digital, sensibilizando também nas questões de igualdade género e combate à discriminação.
Conteúdo do curso:- Como usar a Internet;
- Enviar e receber emails;
- Preparar o seu currículo e procurar trabalho;
- Comunicar pelo computador;
- Aprender a usar ferramentas de cidadania pela Internet;
- Usar as redes sociais para não se isolar.


Trabalho Decente
A promoção do Trabalho Decente surgiu da necessidade em combater a irregularidade e a exploração, principalmente no trabalho doméstico; atualmente a maioria do pessoal ocupado neste sector é constituída por mulheres migrantes e meninas. As mulheres no serviço doméstico interno estão particularmente vulneráveis a diversas formas de maus-tratos: abusos verbais, sexuais e físicos, o que gera um impacto directo na vida destas pessoas e também na necessidade de uma maior atenção das políticas públicas.
Promovemos a consciencialização das empregadas e empregadoras nos direitos e deveres no serviço doméstico através do conhecimento crítico das leis locais e assessoramos na formulação dos contratos de trabalho, com o objectivo de prevenir situações de conflito e exploração.
Desenvolvemos com cada mulher imigrante o seu currículo vitae e a valorização das suas competências, mediamos o trabalho digno através da divulgação de ofertas e procura.


Cristina Tavares, imigrante caboverdiana, 27 anos, atualmente trabalha numa empresa de faxina em Lisboa.
Quando Cristina chegou à ComuniDária, estava muito preocupada com o seu status de cidadania em Portugal, mas pouco a pouco uma grande inquietude foi sendo demonstrada com a sua necessidade de continuar os estudos, com a vontade de desenvolver outra atividade profissional.
Quando juntas elaborávamos o seu primeiro Currículo Vitae, Cristina questionou: “É necessário dizer que sei crioulo? Porque uma professora me disse que não! “
A partir deste ponto, Cristina iniciou o processo de valorização das suas competências pessoais e profissionais.
Tô dando prevenção!
Movimento de rua formado por mulheres voluntárias com o objectivo de prevenir o vírus da SIDA e educar para saúde sexual e reprodutiva.
Além da distribuição gratuita de preservativos femininos e masculinos para um grande volume de pessoas imigrantes e não imigrantes, maiores de 18 anos, tiramos dúvidas sobre o tema, distribuímos material de sensibilização, e quebramos paradigmas e tabus com a acção directa realizada na maioria por mulheres imigrantes, carenciadas ou pertencente a alguma minoria étnica.

Psicoterapia não é um luxo.
Através do acompanhamento no projecto de vida das mulheres imigrantes que acolhemos e atendemos, surgem diversas situações: vítimas de violência doméstica, abuso no local de trabalho, isolamento, conflitos familiares, os quais exigem respostas urgentes neste âmbito.
Sejam elas directas ou indirectas (filhos: crianças e jovens) respondemos com o nosso atendimento psicoterapêutico, gratuito e individualizado o grupo de mulheres imigrantes que se encontra em situação de extrema pobreza (sem rendimentos).
Nossos/as associados/as que recebem algum tipo de rendimento, mas que mesmo assim estão em condições económicas desfavoráveis (baixas reformas e rendimentos abaixo de 3 salários mínimos) também podem aceder ao atendimento psicoterapêutico a preços sociais, num espaço de atendimento privilegiado e com profissionais qualificados da linha biossíntese.

Feiras solidárias
Dentro de uma tenda laranja, nos jardins de Lisboa misturamos a sustentabilidade da organização, com campanhas de sensibilização sobre os direitos fundamentais da pessoa migrante.
Juntamos livros, objetos novos e usados, reciclamos, vendemos nossos produtos e também produtos artesanais de mulheres migrantes associadas e envolvidas na conquista da sua cidadania plena.
















