Editorial

A comuniDária celebra o Dia Internacional das Mulheres com a edição especial Nº. 4, o número da persistência e resistência.
O Dia 8 de Março não devia ser lembrado como o dia da entrega de flores mortas, que invisibilizam a luta das mulheres pela equidade.  As conquistas são inegáveis, mas há retrocessos no centro e na periferia do mundo, os avanços são demorados e bloqueados.
Ainda convivemos diariamente com  mortes e violações de mulheres, partilhamos prisões, com aquelas que não podem caminhar livremente pelos espaços públicos.
Assistimos à morte das mulheres que não têm acesso à saúde e ao direito de decidir sobre o seus próprios corpos.
Coexistimos com a  precariedade laboral feminizada.
No Dia 8 de Março, a e-Magazine também quer discutir o papel do machismo nas sociedades, pois consideramos que é preciso identificar as causas e não reforçar o papel de vítima.
E o machismo, para quê? 
E o machismo, para quem?
Em Ecos da Desigualdade,  há um apelo para a participação,  apresentamos uma petição contra uma das maiores representações do machismo e autoritarismo na Europa.
A presença de Trump surge diminuída pelo grito protagonizado dos movimentos de mulheres em todo o mundo, como símbolo do avanço das políticas conservadoras e do estímulo à desigualdade social, com impacto direto em toda a América Latina, na secção Aconteceu.
Para finalizar, apresentamos uma Agenda local, composta por diversas iniciativas corajosas, que desafiam diariamente a escassez de investimentos nos movimentos de luta dos Direitos das Mulheres.
Seguimos, desobedientes e loucas/os, por um mundo sonhado pela equidade.

Saudações acolhedoras