Editorial

 

 

 

magdala.comunidaria@gmail.com

Eis-me, [pela sexta vez], a saudar as nossas leitoras e leitores, na edição bimensal nº 6, comemorativa do primeiro ano de vida da e-Magazine da ComuniDária.
Esta publicação clama por dispor a prostituição em agenda, numa outra agenda política – sensível, plural e livre dos olhares comandados pela estigmatização.
E por falar em putas; galdérias; prostitutas; prostituídas… a nossa equipa editorial optou pelo nome trabalhadoras do sexo, com uma nítida vontade de mudança e convite à participação, lançamos, nesta edição especial, a Petição Legalização da prostituição em Portugal, que se encontra on line nesta publicação.
Fonte de inquietação e inspiração, tal como no trabalho doméstico, as mulheres migrantes precárias, dos países denominados periféricos, são nomeadas nesta petição, pois são elas as mais submersas nas duas atividades económicas mais ocultas e desvalorizadas das sociedades – o Trabalho Sexual e o Trabalho Doméstico.
Em Opiniões são apresentadas diferentes visões sobre a prostituição, seja esta considerada trabalho ou não-trabalho; exploração ou autodeterminação; sobrevivência ou escolha; as três opiniões refletem predominantemente a relação das mulheres e dos direitos das mulheres com a prostituição.
Na rubrica Aconteceu destacamos o movimento de luta pela descriminalização da prostituição em Austrália do Sul e, para finalizar, dedicamos a rubrica Agenda exclusivamente à prostituição, com o esforço de trazer visibilidade ao tema, numa outra perspectiva.

Saudações acolhedoras,

 

 

Maria Magdala
Diretora